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Jussara Queiroz

14 nov

Jussara Queiroz

Hoje, 13 de novembro de 2009, uma sexta-feira (uuhhhuuuhhhu!!!) decidi recomeçar o meu extinto blog.

Extinto porque quase não tenho paciência e não sei mexer muito bem nessas coisas de html e tals…. ainda estou num processo lento de aprendizagem.

Mas, enfim, decidi voltar depois que assisti um vídeo na TV Assembléia aqui
do RN, um filme sobre uma cineasta brasileira chamada Jussara Queiroz. Fiquei maravilhada com a sua história e muito feliz em descobri que ela é potiguar. Um orgulho!

Nunca tinha ouvido falar dela, como a maioria das pessoas de nosso estado.

Por isso, me veio a idéia de retomar o meu blog e dividir algumas de minhas descobertas fantásticas que meu estado possui. A partir daí fiz uma pesquisa no Google e achei uma reportagem muito boa que vou compartilhar com vocês aqui:

Jussara Queiroz dedicou carreira profissional ao cinema brasileiro, com garra e iniciativa
Por Alex de Souza

O cinema passou a existir como profissão para Jussara Queiroz no dia em que Augusto Ribeiro Jr. inventou de filmar “Boi de Prata”, no comecinho da década de 70. Ela trabalhou como assistente de montagem do filme, junto com Severino Dada e tinha apenas 17 anos.

O sonho de trabalhar com a sétima arte levou a menina ao Rio de Janeiro, onde matriculou-se no curso oferecido pela Universidade Fluminense para realizar um sonho. “Ela mostrou ter muitas facetas. Ela foi brilhante, tinha um senso de companheirismo, de combatividade e se destacou como militante política. O regime militar tentou fechar o curso e lutou para que isso não acontecesse. Junto Antônio Serra foi a responsável por disseminar a importância do curso em Niterói. Se não fosse por eles, talvez o curso não existisse hoje”, argumenta o diretor Paulo Laguardia.

Nos filmes que realizou, Jussara Queiroz se destacou pela temática e pela engenhosidade. “Seus filmes têm sempre uma dimensão política, social – ela já tocava na questão do meio ambiente. E outra: era muito ‘furona’, sabia conquistar espaço. Trabalhou com Wilson Pereira, com Tizuka Yamazaki. Certa vez, ela foi aos Estados Unidos e deu uma palestra para o alunos de Spielberg. Ela realizou um filme com uma seqüência num mangue e os alunos quiseram saber como ela havia conseguido aquela proeza, porque na cena a câmera vinha numa canoa e depois entrava naquela água suja. Ela explicou que foi do jeito mais artesanal possível, com o equipamento dentro de um saco, mas correndo todo o risco de perder tudo, caso houvesse algum imprevisto”, conta.

Além disso, muitos dos curtas produzidos por Queiroz tiveram reconhecimento internacional. “Ela ganhou um Margarida de Prata, foi premiada pela Ocic – Organização Católica Internacional para o Cinema. Ela recebeu uma homenagem especial no FestBrasília, em 2000. E agora, depois, do meu filme, ela ganhou o Prêmio Cultural Diário de Natal”, lembra.

Durante a carreira, Jussara Queiroz rodou alguns curtas, como “Acredito que o Mundo Será Melhor”, “Fora de Ordem”, “Um Caso de Vida ou Morte”, “Zé Ninguém por Enquanto” e um único curta, “A Árvore de Marcação”, rodado em 1988, mas só lançado em 1995. O filme conta a história de estudantes de direito que se aliam a uma freira para lutar por melhores condições de vida para a população de uma cidadezinha do Nordeste brasileiro. Entre o elenco, os atores Marcélia Cartaxo e Jurandir de Oliveira.

“Ela se destacava por conseguir produzir em condições técnicas e políticas adversas. Era conhecida por suas frases expressivas. Ela não se contentava só em discutir, ela fazia as coisas. Tinha uma capacidade de mobilização espantosa”, ressalta.

Doença

Foi em 1996, durante a realização do curta “O Vôo do Menino Pipa”, que Jussara Queiroz começou a ser acometida por fortes dores de cabeça. Mesmo após várias consultas médicas, nada foi detectado, até que um dia ele entrou em coma. Exames mais detalhados diagnosticaram uma encefalite. “Como ela trabalhava muito, o estresse baixou as defesas imunológicas, então ela acabou contraindo essa infecção oportunista”, explica Laguardia.

files_785_200901292034276ac2Jussara Queiroz (foto ao lado) sobreviveu, mas ficou com sérias limitações físicas. “Hoje ela está bem melhor, mas ainda enfrenta limitações principalmente para falar e para a escrita. Profissionalmente, ela foi forçada a interromper a carreira, mas a vida dela ainda segue”, diz.

A cineasta hoje vive na companhia da família, em Natal. Apesar dos problemas de saúde, leva uma vida normal. “Ela acompanhou as filmagens com uma handicam na mão, gravando tudo”, conta Laguardia. A família ainda não conseguiu concluir o curta.

Fonte:http://www.nominuto.com/vida/cultura/uma-vida-que-dava-um-filme/2566/

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