O Marco Regulatório e a fuga do subúrbio

29 nov

Seis de janeiro de 2012 é a data que deu início à mais nova jornada da minha vida. Comecei a cursar Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. À princípio, senti uma certa estranheza, nova área, novo setor, novas disciplinas, novos amigos. Mas nada que não tenha sido superado.

Do começo até hoje, prestes à finalização do semestre, passamos por algumas experiências maravilhosas.  E, como objetivo deste texto é abordar algum tema levantado por Caclini no seu livro, “Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização”, pegarei como exemplo a mais marcante, na minha humilde opinião.

Na primeira semana de outubro (1 a 5) aconteceu a I Semana de Comunicação (SECOM), com palestras, oficinas, mesas redondas, entre outras, envolvendo os cursos de Comunicação Social da UFRN. E, logo no primeiro dia, na palestra de abertura tivemos a presença do professor da USP e apresentador do VerTv (Tv Câmara), Lalo Leal, com o tema “50 anos do curso de comunicação da UFRN: debatendo o Marco Regulatório das Comunicações”.

Assim como Canclini defende no seu livro uma produção midiática cultural mais local de acordo com a diversidade de gostos, tradições e identidades urbanas, vimos, também, como sendo uma das preocupações do Marco Regulatório, além de resguardar a criação de agências reguladoras, redefinir o uso do espectro eletromagnético, proibir a outorga para políticos, entre outros pontos.

Os espaços públicos de divertimento como teatros, cinemas, espetáculos, vem sendo substituído por espaços privados como aparelhos de dvd’s, internet e, principalmente, a televisão. Esta última presente em 9 de cada 10 casas e, por ser, ainda, essa detentora de maior amplitude domiciliar possui um certo poder de influência no dia a dia da população refletindo na formação cultural de um povo. E o que vemos nos canais, e não é de hoje, uma forte influência estrangeira e, de certa forma, mais valorizada.

O Marco viria, então, preocupar-se com uma TV mais pública, mais democrática e coerente com as culturas locais. Existiria mais produções e veiculações nacional e regional o que seria uma forma de manter uma identidade cultural e não ser apenas um “subúrbio norte-americano”, como coloca Canclini.

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