Detachment

25 ago

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Para dar início ao meu texto conto um pouco da sinopse: Relato de um professor substituto do período em que lecionou numa escola pública americana. O filme/documentário começa com falas de pessoas sobre como se tornaram professores. E como foi de uma maneira não intencional que continua com o relato de professor Bathes (Adrien Brody) sobre a importância do mestre na formação da personalidade e de ser um mediador do conhecimento, o que muitos deles, os professores, acabam perdendo durante seu caminho. Por ser um professor substituto, Bathes percorre de escola em escola. Durante a sua estadia nessa, ele é tocado por três personagens femininas.

São poucos os filmes que conseguem gerar-me tantos questionamentos como esse o fez. Sou leiga no assunto técnica cinematográfica, estou longe de ser uma crítica renomada do cinema nacional e internacional, mas, sem dúvida, esse filme é uma obra de arte.

Muitas coisas me passaram pela cabeça ao assisti-lo. De forma simples e, acho, direta é o que tento passar nas próximas linhas:

As pessoas andam tão descontroladas, maltratadas por várias esferas: sociais, políticas, familiares, que diante de um mínimo de atenção, de um tratamento mais humanizado elas passam a confundir seus sentimentos.

Elas estão cada vez mais inseguras a respeitos dos seus sentimentos, das suas vidas. Mas por quê?

“Todos precisamos de algo para nos distrair da complexidade e da realidade. mais ou menos como pensar: de onde veio? ninguém quer pensar na luta que é para tornar-se alguém que fuja do mar de medo, dor, que todos temos de fugir.”

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Será a pressão de um mundo cada vez mais competitivo, darwniano onde o mais forte prevalece e os seres fracos, apáticos, inseguros sucumbem-se aos vícios, à um mundo desumano sem um mínimo de afeto, atenção e oportunidades.

E a escola?! Qual o papel dela nesse processo de inserção desse jovem nesse mundo de hoje em dia?! Será que ela é a única culpada e responsável pelo sucesso ou insucesso de cada ser humano?

O que está acontecendo com a educação? Há uma crescente preocupação dos governantes, da humanidade em quantificar o saber, o conhecimento ao contrário de oferecer um ensino qualitativo. E o professor?! Será sempre um idealizador e viverá como um frustrado ao se deparar com a realidade e a dificuldade encontrada para mudar essa situação? Uns tentarão até a exaustão, outros sempre tentarão e há os que se acomodam e apenas tornam-se espectadores. E agora os pais?! Onde está a presença deles nessa formação? Será que as pessoas hoje em dia sabe o que é educar um filho? O que é tão diferente de antigamente?

Bem, é verdade que desconheço se tal realidade mostrada no filme/documentário de Tony Kaye pode ser usada como espelho da nossa. Duvido. Acho que não chega a tanto. Mas quem sabe um dia não possa?!

A cada dia vemos/lemos/ouvimos notícias cada dia mais chocantes no meio educacional brasileiro. Enfim, creio, não, tenho certeza, que existem pessoas mais gabaritadas sobre o assunto para discorrer sobre o assunto. O meu objetivo aqui é exercitar uma das lições do filme.

Não se calar e sempre se questionar. Procurar informações. Buscar conhecimento. Não ficar “Indiferente”, uma das traduções do título que fiquei conhecendo apenas no final desse meu texto.

(Detachment, 2011)

• Direção: Tony Kaye
• Roteiro: Carl Lund
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 97 minutos
• Tipo: Longa-metragem
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